A ATUALIDADE DOS MÉTODOS DE JESUS


INTRODUÇÃO

O ministério terreno de Cristo teve por essência o ensino. Todos os seus atos – inclusive os milagres – não fugiram à regra. Onde quer que estivesse, tinha uma meta: ensinar as pessoas. As situações aparentemente mais corriqueiras serviam-lhe de instrumento para expor uma lição aos seus ouvintes. Jesus viveu movido por este propósito e empregou as estratégias certas para cumpri-lo.

Igualmente, a Igreja hoje exerce o ministério pedagógico. Essa é a sua prioridade. O complexo mundo pós-moderno impõe-lhe o dever de multiplicar as suas energias nessa direção e ter como foco, sobretudo, as crianças, pois é nos primeiros anos de vida que ocorre a estruturação psicológica do indivíduo.

Não desconhecemos o avanço da pedagogia, nem lhe tiramos o mérito de introduzir novas formas de pensar a educação para que os objetivos do ensino sejam alcançados. Mas estas são as grandes perguntas de nossa reflexão: os métodos de Jesus continuam válidos para a época atual ou perderam a sua eficácia?  Se Cristo vivesse sua humanidade hoje como seria a sua forma de aproximação das pessoas?  Se a pedagogia põe ao nosso dispor novas ferramentas para cumprir os objetivos do ensino, em que podemos aprender com os métodos de Jesus?

UM HOMEM AFINADO COM O SEU TEMPO

Para que tenhamos uma visão clara sobre isso, precisamos primeiro descobrir como Jesus se relacionou com a sua época, envolvendo não só a questão religiosa, mas também a cultura e os aspectos sociais. Esta premissa é necessária para que não se tenha a idéia, pela leitura equivocada dos evangelhos, de que o Mestre tenha sido uma pessoa alienada do contexto em que viveu.

Não obstante Cristo ter nascido para cumprir os propósitos de Deus de implantar o Novo Concerto entre os homens, do qual seria o mediador através do próprio sacrifício vicário, sem nenhum vínculo formal com o judaísmo, a sua nacionalidade judaica não foi uma circunstância, mas uma necessidade espiritual, profética e teológica. Deus usou a nação de Israel para ser a depositária de sua revelação à humanidade. Portanto, o Salvador do mundo, enquanto homem, teria de vestir-se de judeu para  cumprir os propósitos divinos.

Assim, Cristo foi em tudo uma pessoa afinada com o seu tempo. Ele viveu como judeu, cumpriu os ritos do Antigo Concerto, incorporou em sua prática diária os elementos básicos de sua cultura e fez uso das convenções sociais de então nos seus relacionamentos. É óbvio que confrontou os erros, condenou a hipocrisia religiosa, combateu o formalismo da fé, proclamou as boas novas do novo tempo que Ele próprio representava, mas sempre se utilizou de ferramentas judaicas para isso, inclusive na arte de ensinar ao povo.

Em suma, esta é a expressão que melhor resume como o Mestre se comportou em sua vida humana: um homem contemporâneo.

UM HOMEM QUE CONHECIA AS NECESSIDADES HUMANAS

Outra peculiaridade de Jesus está na importância que dava aos relacionamentos. Ele não deixou de valorizar os momentos a sós com Deus, onde renovava as forças para os embates diários, mas ocupava grande parte de seu tempo em contatos com as multidões e as pessoas em particular. Ele o fazia porque conhecia as necessidades humanas. Esse era o foco de sua atenção. Essa era a prioridade do seu ensino.

Qualquer que fosse a forma de aproximação de alguém necessitado, ou da própria multidão, o Senhor conduzia o processo até chegar ao âmago do problema para então propor os caminhos para a mudança de curso e a restauração pessoal ou comunitária. Mas o ponto de partida nunca se constituía de um discurso vazio e sem levar em conta o que importava: a necessidade do próximo.

Em outras palavras, o ensino não pode ser superficial, nem apenas formal. É preciso considerar o que as pessoas necessitam e ponderar sobre como é possível levá-las a mudar a sua concepção e a pôr em prática os conceitos aprendidos para que façam sentido em sua vida e produzam aperfeiçoamento.

Isso implica em convivência, compartilhamento, aceitação do ser humano, capacidade de avaliar as reações alheias, interesse pelo que as outras pessoas vivem e sentem e disposição para ser mais que um professor: tornar-se um verdadeiro condutor de pessoas, segundo a etimologia do termo grego. Esse foi  o sentimento que moveu o coração de Cristo em sua compaixão pelo homem.

UM HOMEM QUE DOMINAVA OS RECURSOS PEDAGÓGICOS

Em vista do que acabamos de expor, Jesus sabia fazer uso dos recursos pedagógicos e os aplicava à luz das especificidades humanas. Ele não era um autômato que seguia a mesma rotina em todos os casos. Mas agia como um conhecedor dos problemas humanos.

Os diálogos do Mestre não se restringiam à mera ocupação do tempo, mas tinham objetivos bastante definidos; suas perguntas retóricas não eram para demonstrar conhecimento, mas instrumentos para chegar a um fim; suas parábolas não o tornavam um simples contador de histórias, mas levavam-no a estabelecer analogias consistentes; os seus simbolismos não ficavam no mundo abstrato, mas eram extraídos da linguagem do povo para que este o compreendesse – em qualquer situação o método era aplicado conforme o propósito.

Quando a circunstância exigia conduzir o processo pedagógico etapa por etapa, esse era o caminho; quando o confronto direto se impunha, esse era o método; quando a demonstração de atitude era mais forte do que as palavras, esse era o comportamento. Mesmo naquelas situações que envolviam logística, o Senhor preocupou-se em criar condições para que seus ouvintes não tivessem nenhuma dificuldade que os impedisse de serem alcançados.

Portanto, quando se olha para a tríplice perspectiva do ministério terreno de Cristo – ensinar, pregar e curar – percebe-se com bastante precisão que Ele não perdia as oportunidades de cumprir os seus propósitos pedagógicos. Qualquer que fosse o contexto, nunca deixava de ser contemporâneo na forma de falar às pessoas em busca do fim desejado.

UM  HOMEM CUJOS MÉTODOS PERMANECEM ATUAIS

Após esta reflexão, chegamos então à nossa grande pergunta: permanecem ainda atuais os métodos empregados por Jesus? A resposta é positiva. À medida que a pedagogia avança, novos conceitos são incorporados e outros vão sendo aperfeiçoados. Não se discute, por exemplo, a importância da tecnologia para a educação. Entre o antigo flanelógrafo e um moderno sistema multimídia a distância é muito grande e ninguém, em sã consciência, abre mão do último recurso, se estiver disponível.

Todavia, se nos dermos ao gratificante trabalho de comparar conceitualmente os recursos da pedagogia moderna com os métodos empregados por Cristo, numa época em que as limitações físicas eram enormes e o sistema educacional não dispunha das mesmas facilidades de hoje, temos de convir que o Mestre sempre esteve na vanguarda. Não só o seu ensino continua atual – e jamais deixará de sê-lo – mas os seus métodos se constituem em excelente modelo para a nossa prática pedagógica.

Quando estudamos as várias correntes da pedagogia, descobrimos conflitos entre uma e outra escola. Mas há também nelas verdades que se complementam. Se cotejarmos essas verdades à luz dos métodos de Cristo, veremos por fim que o Senhor, para o nosso exemplo, “ousou” antecipá-las na realização do seu ministério pedagógico.

CONCLUSÃO

A conclusão se dá, portanto, em duas vertentes. Na primeira, somos levados a crer que temos muito a aprender com o modelo pedagógico de Cristo. Sem desconsiderar o que os especialistas de hoje nos apontam como tendências da educação, no seu aspecto positivo, nunca devemos abrir mão de compreender que o Senhor continua sendo o nosso modelo de melhor educador.

Na segunda, temos também de aceitar que se Jesus vivesse fisicamente entre os homens nos dias atuais, não se furtaria em estar na vanguarda da educação com o propósito de levar os seus ouvintes modernos a compreenderem cabalmente o seu ensino. Repita-se: Ele é o nosso exemplo, somos seus imitadores, exerçamos o paidon em toda a sua plenitude.


Post Script:

Resumo de palestra ministrada em diferentes conferências e congressos na área da Educação Cristã.



CALVINISMO NA ASSEMBLEIA DE DEUS — PARTE 1


Começo agora uma série de postagens acerca do "movimento calvinista" existente na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil. Para início dessa série de postagens, escolhi uma entrevista cedida pelo pastor Geremias do Couto ao Blog Teologia Pentecostal, do irmão Gutierres Fernandes Siqueira. Eu já postei aqui neste blog uma matéria sobre o assunto (clique aqui para ver). Todavia, diante da séria realidade do fato, vou tratar com mais profundidade a questão em pauta. Na parte final desta série, exporei o meu posicionamento acerca da teoria calvinista.  

Assembleiano e calvinista convicto: uma entrevista com Geremias do Couto

Por Gutierres Fernandes Siqueira

[...]

Hoje o teólogo Geremias do Couto nos concede uma entrevista sobre o impacto do crescente calvinismo nas Assembleias de Deus e entre pentecostais de maneira geral, normalmente identificados com o Arminianismo. Ele conta a própria experiência como um pentecostal, pastor assembleiano e calvinista convicto. Como será essa relação?

Geremias do Couto em palestra.
 Um dos poucos pastores assembleianos de expressão nacional assumidamente calvinista.

Geremias do Couto é pastor na Assembleia de Deus em Teresópolis (RJ), mestre em teologia pelo conceituado Gordon–Conwell Theological Seminary (GCTS) onde foi aluno do conhecido exegeta assembleiano Gordon Donald Fee, autor do livro “A Transparência da Vida Cristã” e coautor do obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, ambos publicados pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Foi um dos editores da famosa Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP) do norte-americano Donald Stamps. Couto também presidiu o Projeto Minha Esperança Brasil da Associação Evangelística Billy Graham.

Blog Teologia Pentecostal: Como pastor das Assembleias de Deus, conhecido escritor entre os assembleianos e de uma família de tradição pentecostal, como foi aderir ao Calvinismo? Qual a causa e a circunstância dessa guinada teológica?


Geremias do Couto: Creio que a expressão “aderir” é muito simplificadora, sobretudo para quem constrói a sua história de vida à luz da coerência. Isso foi mais resultado de um processo iniciado ainda na minha adolescência do que uma mudança propriamente dita. Sempre fui questionador e ledor voraz desde quando ainda era criança. Fui da época em que se marcavam os versículos a lápis de cor durante a leitura. Mantenho ainda o mesmo hábito.

Embora se diga que a AD seja tradicionalmente arminiana, pelos muitos de seus escritos em nossos órgãos oficiais, na prática, na rotina dos nossos púlpitos, regra geral, a verdade é que sobrepujava uma tendência para o semipelagianismo, sem que os pastores soubessem até o que isso significa. É só nos lembrarmos dos antigos “cultos de doutrina”, onde o que menos tínhamos era doutrina, mas a insistência na pregação dos usos e costumes, de forma opressora, com o risco de “perder” a salvação, se incorrêssemos na quebra de uma daquelas regras, mesmo que fosse jogar bola de gude ou soltar pipa. Cresci nesse ambiente em que durante o dia me via “perdendo” a salvação várias vezes, com drama de consciência, pois não conseguia cumprir à risca o que era necessário para manter-me salvo. A noite, tentando dormir, sofria com medo de ir para o inferno, se morresse, por causa das falhas cometidas.

A primeira vez em que se ensinou sobre a diferença entre doutrina e costumes em nossa igreja foi através do pastor Antonio Gilberto. Eu tinha por volta de 13 anos. Nos dias seguintes foi só confusão. O ministério foi até reunido, de forma protocolar, para discutir a questão. Para mim, no entanto, tratou-se de um divisor de águas até porque, em conversa particular com o conhecido mestre, enquanto almoçava com ele no restaurante, pude lhe expor um problema que então me atormentava: a masturbação. Ali, com a sua sabedoria, começou a descortinar-se para mim, como numa penumbra, o sentido da verdadeira salvação. Mas se contasse o problema para um dos presbíteros da igreja, seria sumariamente excluído da igreja. Pelo menos era o que eu pensava pela forma como éramos ensinados a viver a vida cristã. Ora, isso nunca foi arminianismo, mas com bastante complacência identifico como semipelagianismo: a salvação obtida pelo esforço humano.

Com o tempo passei a ter contato com as doutrinas da graça, a ler os mesmos livros citados pelo pastor Silas Daniel em sua entrevista, além de alguns outros, a fazer perguntas e mais perguntas, em diálogos imaginários com os autores das respectivas obras, com lógica e método na exposição do raciocínio, sem nunca abandonar a Bíblia, até que abraçar a fé reformada tornou-se algo natural, sem que houvesse necessidade da qualquer ruptura “explosiva”.

TP: Na sua opinião, quais são os motivos que levam inúmeros jovens  assembleianos a abraçarem o Calvinismo e a cosmovisão presbiteriana aqui no Brasil?


GC: Algumas razões já apresentei de forma implícita na resposta anterior, como a predominância do semipelagianismo em nossos púlpitos. Esse era o “arminianismo”que nos ensinavam. Mas convém sinalizar que a liderança assembleiana, com as honrosas exceções de praxe, sempre teve uma atitude refratária à educação teológica formal. Temos de ser realistas e encarar o fato sem maquiagem. Não éramos estimulados ao estudo acadêmico. João Kolenda Lemos e Ruth Dorris Lemos pagaram elevado preço para implantar o IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, a primeira instituição do gênero nas Assembleias de Deus, localizado em Pindamonhangaba, SP. É só folhear as páginas do Mensageiro da Paz do período, que serão encontrados artigos contrários e favoráveis ao ensino formal. Aliás, essa era uma qualidade que precisa ser exaltada. O Órgão Oficial assembleiano abrigava esse debate. Hoje, infelizmente, isso não mais acontece.

Outra questão a ser considerada é que a literatura pentecostal assembleiana, no Brasil, também era parca. Tínhamos poucos livros, a maioria de natureza devocional, mas praticamente nenhum de caráter acadêmico. Na verdade, uma de nossas maiores igrejas não adotava sequer a revista da Escola Dominical. A primeira obra sistemática de que me lembro, traduzida do inglês, foi “As Grandes Doutrinas da Bíblia”, de Myer Pearlman, que se tornou o livro de cabeceira dos pastores assembleianos. Já aqueles que conheciam o idioma de Shakespeare eram privilegiados e se tornavam a nossa fonte de conhecimento, visto que não tínhamos acesso a essas fontes primárias. Mas como os tempos mudam, houve também mudanças positivas, com a chegada dos seminários, faculdades teológicas, a publicação abundante de livros, as redes virtuais etc. Até mesmo a CPAD tornou-se a maior editora da América Latina, publicando também diversas obras de autores reformados, sem que eu tivesse qualquer influência nisso durante a minha gestão como Diretor de Publicações. Elas começaram a ser publicadas em fase posterior.

No vácuo que acabei de mencionar, de um lado, e a explosão das fronteiras da educação teológica formal, de outro, além da inexistência de obras em português tratando do arminianismo de forma consistente, nossos jovens começaram a ter contato com a literatura e a teologia reformadas, até mesmo através de professores de origem reformada em cátedras de nossos seminários e faculdades, criando assim todas as condições para o surgimento desse interesse. Não acredito que tenha sido algo orquestrado e desconheço que haja pessoas fazendo proselitismo, querendo “calvinizar” as Assembleias de Deus. Isso é forçar a barra. Mas aonde chego, encontro jovens e pessoas já maduras na idade, com boa formação, que acreditam na doutrina reformada, sem qualquer vestígio de proselitismo, e não criam nenhum problema nas igrejas onde professam a fé. Não acho que isso tenha sido um mal. Ao contrário, isso trouxe o nosso meio de forma mais efetiva o “espírito bereano” de cotejar a Escritura em busca de seu respaldo (ou não) para o que está sendo ensinado. Vejo também de modo muito positivo a aproximação entre a fé reformada e a fé pentecostal, partilhando a mesma trincheira em defesa das verdades do Evangelho.

TP: É visível uma reação arminiana entre os pentecostais. Ainda pequena, é bem verdade, mas com um potencial fantástico. Todavia, seria uma reação tardia?


GC: A rigor, a reação arminiana entre os pentecostais é tímida, na defensiva, a não em discussões de grupos no Facebook, onde mais predomina a carnalidade do que um debate sério e consistente entre as duas correntes. O próprio pastor Silas Daniel, na entrevista concedida ao blog, afirmou que sua manifestação era particular, embora contasse com a aprovação da direção superior da CPAD por tratar-se de uma revista institucional destinada aos obreiros da igreja. Mas é bom que essa reação aconteça e posso analisá-la sob duas perspectivas:

1.           Se o arminianismo for ensinado tal como Armínio o formulou ou com as características wesleyanas, isso permitirá que muitos pentecostais percebam o quão diferente é do semipelagianismo que ainda predomina em muitos púlpitos assembleianos. Quem fez essa excelente observação foi o irmão Clóvis Gonçalves, a quem considero o  melhor expoente da fé reformada no meio pentecostal. Ao descobrir isso, verão também que o calvinismo não é o tal “monstro” que alguns tentam criar em suas cabeças.

2.           A outra perspectiva é que se o intuito for cercear a liberdade cristã  ou promover uma “caça às bruxas”, a reação já nasce com espírito carnal e de forma tardia, pois as Assembleias de Deus, atualmente, enfrentam sérios problemas institucionais, de gravíssima monta, diga-se de passagem, além de estarem  extremamente fragmentadas, que lançar um debate com esse propósito  acabará por dilacerar o pouco de unidade que resta. Goste-se ou não, o número de reformados, hoje, é muito grande no meio assembleiano. Isto sem qualquer proselitismo.

TP: Alguns pastores assembleianos reagem ao Calvinismo tratando-o como "vento de doutrina", "novidade perniciosa", "heresia" e  outros adjetivos não amigáveis. Como você responde aos seus colegas de ministério?

GC: Radicais há de ambos os lados. Sob o guarda-chuva do calvinismo abrigam-se diferentes tendências. O mesmo pode-se dizer do arminianismo. Até o Teísmo Aberto encontra guarida sob o sistema, como deixa explícito Roger Olson em seu livro: Teologia Arminiana – Mitos e Realidades, e teve como um de seus principais expoentes Clark Pinnock, um dos autores da obra: “Predestinação e Livre-Arbítrio”, ao lado de Norman Geisler. Mas neste ponto, prefiro ficar com a posição que o pastor Silas Daniel expressou em sua entrevista, ao afirmar que o calvinismo honra a Deus tanto quanto o arminanismo – ele enumera as razões – e que em suas leituras de obras reformadas sempre apreciou a “paixão por Deus, pela pureza, pela santidade de Deus, pelo viver para a glória de Deus” de seus autores.

Só me soa contraditório, depois dessa afirmação extremamente conciliadora, propor que os calvinistas pentecostais deixem a Assembleia de Deus e busquem outra denominação, onde a fé reformada seja o cerne da doutrina. Aí acabou por jogar fora a água da bacia com o bebê e tudo. De minha parte, sempre cri que reformados e arminianos podem dar-se as mãos como cristãos, sem contradição alguma, sem ataques e agressões mútuas, que nada engrandecem a Deus e edificam o Reino. A título de ilustração, ontem mesmo vi no Facebook um arminiano chamando a fé reformada de demoníaca, enquanto um calvinista usava o mesmo epíteto para o Arminianismo. Há necessidade disso? É cristão agir dessa forma? Se ambas honram a Deus – repito – por que se digladiar tanto ao invés de lutarmos em defesa do evangelho. Fico com um pé atrás se essa reação “particular” não estaria sendo movida por segundas intenções, uma espécie de cortina de fumaça para encobrir graves problemas que a instituição assembleiana enfrenta.

TP: Como calvinista convicto você sempre mantém uma postura conciliatória.  Sendo assim, qual ponto positivo você poderia apontar no  Arminianismo?

GC: Se estamos falando de arminianismo clássico ou wesleyano, encontro os mesmos pontos positivos que o pastor Silas Daniel encontrou na fé reformada. Mas em se tratando da “mecânica da salvação, prefiro ficar com a essência do aforismo peculiar ao veterano pastor José Isaías Neto, vinculado ao Ministério do Belenzinho, em Sorocaba, SP, que do alto dos seus 80 anos, grande parte deles vivido ao lado de Cícero Canuto de Lima, assim afirma: “Não sou calvinista , nem preciso de Calvino para ir ao céu, mas em questão da salvação Calvino estava 100 % certo”.

TP: E  a Assembleia de Deus é tradicionalmente arminiana, embora lhe falte  a formalização de uma confessionalidade. É possível ser calvinista e assembleiano? Não seria uma distorção de identidade?

GC: Já expressei o meu ponto de vista sobre a questão logo na primeira pergunta. Embora tradicionalmente arminiana, o que sempre predominou nos púlpitos da AD, regra geral, foi o semipelagianismo. Dito isto, vamos a algumas indagações: todos os arminianos são pentecostais? São todos cessacionistas? Ora, assim como há arminianos cessacionistas e arminianos pentecostais, não vejo dificuldade alguma em que haja calvinistas pentecostais, assim como há calvinistas cessacionistas. Em relação à identidade assembleiana, cabe refletir: qual? A do reteté, com suas expressões cultuais estranhas ao genuíno pentecostalismo, como descrito em 1 Coríntios 12, 13 e 14? A do neopentecostalismo, que grassa em nosso meio a olhos vistos, com a introdução de ritos judaicos na liturgia? A do liberalismo, que já encontra eco em diversas cátedras de alguns dos nossos seminários? A do engessamento institucional e político-religioso, que tem devastado a unidade da igreja em nosso país? Ora, se o calvinismo honra a Deus, como bem expressou o pastor Silas Daniel, não vejo porque a presença de reformados na Assembleia de Deus, que não vivem por aí a fazer proselitismo, possa ferir a identidade da denominação.



O BRASIL À BEIRA DO ABISMO


  • André Azevedo Alves

Os próximos passos do Brasil serão decisivos para determinar se o país consegue dar a volta à crise ou se mergulhará definitivamente numa espiral de degradação económica, política e social.

Com todas as atenções centradas na Grécia, o agravamento ao longo dos últimos meses da crise no maior país de língua portuguesa do mundo tende a merecer menos atenção do que deveria. Esta semana, ao contrário do que tem acontecido, a crise brasileira mereceu alguma atenção em Portugal graças à notícia de que Dilma Roussef terá aproveitado uma escala técnica no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, para reunir com o seu ministro da Justiça e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, que se encontravam em Portugal para participar numa conferência em Coimbra.

O incidente, em pleno auge no Brasil do mega caso judicial “Lava Jato”, que envolve algumas das principais empresas de construção civil brasileiras, a gigante estatal Petrobras e várias figuras ligadas ao PT, suscitou polémica e acusações de promiscuidade. Mas mais relevante do que o episódio concreto ocorrido no Porto é a preocupante situação a que chegou o Brasil. Foi também recentemente noticiado que a Procuradoria da República em Brasília abriu um inquérito para investigar as ligações do ex-presidente Lula da Silva à construtora Odebrecht, incluindo suspeitas de tráfico de influências.

As ramificações políticas das graves suspeitas de corrupção ao mais alto nível intensificaram-se também com o anúncio de Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados e também ele alvo de suspeitas no caso “Lava Jato”, de que deixa de apoiar Dilma Roussef. O anúncio pode ter implicações sérias já que Cunha é membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), principal suporte do PT na coligação governamental.

André Azevedo Alves
Para quem não acompanhe regularmente os acontecimentos no Brasil, a situação actual pode parecer surpreendente. Afinal, ainda em 2009 a revista The Economist destacava na sua capa o take-off brasileiro apontando o Brasil como exemplo para a América Latina e para o mundo. Mais recentemente, já em 2013, uma nova capa da revista assumia o erro perguntando “Has Brazil blown it?”. Como foi possível o Brasil passar em tão pouco tempo de super-potência emergente e exemplo promissor a uma tremenda desilusão? A ampla simpatia granjeada pelo PT nos meios jornalísticos e académicos internacionais será parte da explicação mas, na verdade, a raiz de muitos dos principais problemas é bem anterior aos acontecimentos dos últimos anos.

O grande responsável pelo desbloqueamento de parte do potencial brasileiro foi o notável sucesso do Plano Real nos anos 1990, concebido por economistas como Gustavo Franco. A estabilização monetária (com a consequente desindexação da economia), o equilíbrio orçamental, um programa relativamente significativo de privatizações e alguma abertura da economia foram suficientes – face ao extraordinário potencial do Brasil – para espoletar o que parecia ser um milagre económico sem retorno.

Os primeiros anos de governação PT beneficiaram destas medidas e aproveitaram a folga existente para expandir substancialmente o Estado. A chegada do PT ao poder não trouxe a revolução que muitos – dentro e fora do Brasil – temiam, mas iniciou um processo de expansão do aparelho de Estado (com o clientelismo associado) e de estagnação da economia do país, com destaque para um nível asfixiante de burocracia e fiscalidade.

O país que ainda recentemente era visto por muitos como um milagre económico chegou assim a uma situação de recessão – com o PIB a contrair mais de 1% – e com a inflação oficial em torno dos 10%.

Ao mesmo tempo, ao longo dos últimos anos, manifestações populares massivas vêm contestando a fraca qualidade dos serviços públicos, os elevados níveis de corrupção percepcionados e a subida do custo de vida, mas sem que até ao momento se vislumbre uma alternativa governativa viável.

É inegável que, além das manifestações anti-governamentais, há mais sinais de vitalidade da sociedade civil brasileira. Um vasto e variado leque de organizações voluntárias da sociedade civil – como o Instituto Millenium, o Instituto de Estudos Empresariais ou o Instituto Mises Brasil – desempenham um papel educacional importante e com notável impacto. É de destacar também o recente sucesso junto do público brasileiro de obras como “Pare de Acreditar no Governo”, de Bruno Garschagen, ou “Esquerda Caviar” (publicado em Portugal pela Alêtheia), de Rodrigo Constantino. Mas não é menos verdade que, não obstante todos estes sinais, a construção de um caminho alternativo para o Brasil não se afigura fácil.

Os próximos passos do Brasil serão decisivos para determinar se o país consegue dar a volta à crise ou se mergulhará definitivamente numa espiral de degradação económica, política e social. Dada a importância global do Brasil, o futuro do país terá também ramificações significativas na América do Sul e no resto do mundo. Também por isso seria importante prestar mais atenção ao que por lá se está a passar.

Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.

Fonte: OBSERVADOR

10 MANEIRAS DE UMA IGREJA “MATAR” SEU PASTOR


O ministério pastoral é extremamente árduo. Servir a Cristo como pastor ao contrário do que alguns pensam não é nada fácil. Na verdade, não são poucos os líderes que vivem debaixo de uma enorme pressão espiritual. A igreja em alguns casos é implacável exigindo do pastor muito mais do que ele pode dar.
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos afirma que cerca de 90% dos pastores estão trabalhando entre 55 a 75 horas por semana. O percentual de esgotamento está no máximo, com somente 50% dos pastores cumprindo seus anos de trabalho como pastor. A pesquisa também afirma que mais de 50% dos graduados nos seminários deixam o ministério depois de 5 anos. Mais de 1200 pastores a cada mês deixam o ministério devido a tensão ou situações relacionadas com a igreja, assuntos familiares ou falha moral.
Pois é, complicado não é mesmo? Para piorar a situação existem igrejas que se tornaram “experts” em maltratar seus pastores. Eu particularmente, conheço inúmeras igrejas que de forma acintosa e perversa arrebentaram com as vidas de seus líderes.
Lamentavelmente o  “pacote de maldades” de algumas igrejas para com o seu pastor é de deixar qualquer um ruborizado.
Veja por exemplo algumas atitudes que podem contribuir para a “morte” do pastor:

1) Trate-o com desdém, minando pelos cantos da igreja sua autoridade espiritual.
2) Trate mal sua esposa e exija dela mais do que ela pode dar.
3) Trate mal seu filhos chamando-os de pestinhas ou coisa pior, colocando sobre eles um peso que  não foram chamados a suportar.
4) Pague um salário de fome para ele.
5) Desrespeite-o publicamente.
6) Semeie duvidas no coração dos irmãos quanto ao caráter dele.
7) Desvalorize seus ensinos e pregações.
8) Comporte-se dolosamente falando mal dele para a liderança da igreja.
9) Murmure o tempo todo demonstrando sua insatisfação com o trabalho desenvolvido.
10) Faça-o trabalhar além da conta não concedendo a ele o direito a férias e descanso.

Que Deus tenha misericórdia do seu povo!

Fonte: Blog do Pastor Renato Vargens.

O DIABO NÃO É O SENHOR DO INFERNO


Uma das maiores mentiras do cinema e da TV já incorporadas em nossa cultura popular é que o inferno é o reino dos demônios, do Diabo, de Satanás. Somos bombardeados por imagens de demônios com chifres, de corpos vermelhos e que passeiam pelo inferno felizes e radiantes "infernizando" a vida de pessoas que são enviadas para lá.

Crescemos com a imagem de demônios aterrorizantes que vivem no inferno como se estivessem em um grande parque de diversões... O inferno nos é mostrado como o lugar onde Satanás se diverte, se alegra com seus demônios na tarefa de atormentar seres humanos perdidos que morreram longe de Deus. Com isso, somos ensinados a termos medo dos "monstros vermelhos e assustadores” que, em nossas imaginações, construíram no inferno o seu reinado.

De onde essa concepção foi tirada? Onde os Cristão encontram respaldo para acreditar que o inferno está entregue nas mãos de Satanás e dos demais demônios? Em que Bíblia encontramos Satanás como um ser forte que reina sobre o inferno, comandando e punindo para Deus aqueles que não servem a Deus?

Ora, Satanás não controla o inferno, não reina sobre o inferno, pois, o próprio inferno para ele é sinônimo de condenação. O inferno não é um lugar onde Satanás se diverte ao condenar o homem, não, o inferno é lugar de tormento, de sofrimento, um lugar onde Satanás, o Diabo e seus demônios terão seu aprisionamento e final condenação.

Inferno é lugar de prisão eterna, lugar de separação de Deus e o lugar onde 1/3 dos anjos, aqueles que foram expulsos do céu e hoje são chamados de demônios, sofrerão as consequências por terem se rebelado contra Deus. No inferno, demônios não poderão atormentar ninguém, pois, eles serão para sempre atormentados... No final dos tempos, esse mesmo inferno será lançado no lago de fogo que arde para todo o sempre, e essa será a consumação final dos planos de Deus para Satanás, o Diabo e todos os seus demônios, os anjos caídos.

Segundo a Bíblia, o inferno é ainda o lugar onde todas as pessoas que durante as suas vidas não seguiram a Deus serão lançadas como forma de condenação para estarem para sempre separadas de Deus. Por essa concepção, vemos no inferno o lugar onde tanto os demônios, Satanás, o Diabo e os seres humanos que não seguirem ao Senhor Jesus Cristo serão aprisionados eternamente.

Quem então é o Senhor do inferno? Deus, sim, Ele mesmo! Deus é o Senhor de todas as coisas, e não há nada que exista que não esteja debaixo de seu poder e supremo controle. Deus criou todas as coisas e as destinou cada qual com um fim. Deus comanda os Céus, a terra, o inferno e tudo o que venha a existir.

Na verdade, Satanás, o Diabo e os demônios, tentam sem sucesso estabelecer seu trono na terra, pois, é exatamente aqui que tais seres habitam buscando a destruição da obra de Deus. Satanás luta arduamente para destruir a criação, e assim impedir que Deus receba glória através dela. O Diabo luta contra a igreja e mantém seus demônios trabalhando o tempo todo para afastar o homem de Deus.

O grande objetivo de Satanás com tudo isso é afrontar ao Criador, tocando na principal obra de sua criação, o homem, levando consigo o máximo deles para seu mesmo destino, o inferno e a condenação eterna.

Terminando a concepção do Senhorio de Deus até mesmo sobre o inferno, Jesus nos afirma que após ter morrido na Cruz e ressuscitado, conquistou definitivamente e para todo o sempre as chaves da morte e do inferno, o que significa que, Jesus após ressuscitar passou a ter o poder de impedir que o homem seja condenado e vá para o inferno, ou seja, Jesus recebeu o poder para fechar as portas do inferno e impedir que o homem seja então condenado. 

Quando Jesus afirma que tem as chaves da morte e do inferno nas mãos, Ele não está dizendo que antes dEle o inferno era governado pelo Diabo. Não é isso que Ele afirma. Essa afirmação significa que a partir da ressurreição, Jesus é quem tem nas mãos o poder de ditar quem vai e quem não vai para lá. Com essas palavras a Bíblia está nos revelando que Jesus, através de seu sacrifício, assumiu o senhorio absoluto sobre a morte, sobre o inferno e por conseqüência, o controle total sobre toda a vida. Entender isso é descobrir que Cristo pode livrar o homem da morte, livrá-lo do inferno e ainda dar vida eterna a todo aquele que nEle crê, se arrepende de seus pecados e faz dEle o Senhor de suas vidas.

Satanás, o Diabo e seus demônios, constituíram uma forma fracassada de reino sobre a terra, com o único intuito de não serem condenados sozinhos, arrastando para a condenação eterna o homem, criado a imagem e semelhança de Deus. Com isso Satanás busca atacar a Deus, mas, como Deus é Senhor absoluto de tudo, para Satánas, resta ser senhor de nada.


Textos para conhecer:

“Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo.” (2 Pedro 2:4).

“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” (Apocalipse 12:9).



Jesus diz: “Sou o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”. (Apocalipse 1:18).

“E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.” (Apocalipse 20:14).

“Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também”. (Salmos 139:7-8).

“O inferno e a perdição estão perante o SENHOR; quanto mais os corações dos filhos dos homens?” (Provérbios 15:11).

“Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.” (Apocalipse 12:12).

“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” (Apocalipse 20:10).


Fonte: BLOG DO ALVARO (CLIQUE AQUI para ler o texto original).

BIOGRAFIAS (PARTE 4): JOANYR DE OLIVEIRA

JOANYR DE OLIVEIRA nasceu em Aimorés (MG) no dia 06 de dezembro de 1933 e faleceu em Brasília (DF) no dia 05 de dezembro de 2009.

Bacharel em direito e jornalista desde os 16 anos de idade, além de ser pastor evangélico.

Residiu em Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia (e algumas cidades do interior de Goiás  Iporá, Goiânia e Luziânia) e nos Estados Unidos da América (Massachusetts, Connecticut e Califórnia).

A partir de 1960 passou a morar em Brasília, onde foi redator e revisor da Rádio Educadora, analista legislativo da Câmara dos Deputados, depois de haver ingressado, em 1959, no Rio de Janeiro, também por concurso público, no quadro de revisores do Departamento de Imprensa Nacional, função que exerceu até aposentar-se.

Foi membro de academias e outras entidades culturais, a exemplo do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, da Academia de Letras de Brasília, da Academia Taguatinguense de Letras e da Associação Nacional de Escritores, entidade que presidiu de 2007 a 2009.

Organizou, entre outras, as coletâneas Poetas de Brasília (1962), primeira obra literária editada no Distrito Federal; Antologia dos poetas de Brasília (1971); Antologia da nova poesia evangélica (Rio, 1978); Brasília na poesia brasileira (Rio, 1982); Poesia de Brasília (Rio, 1998); Poemas para Brasília (Brasília, 2004) e Horas vagas (contos, Brasília, 1981), além de participar de várias antologias de poemas, contos, crônicas e outras publicações, no Brasil e no exterior: Argentina, Canadá, Espanha, EUA, França, Índia, Itália e Portugal.

Detentor de mais de trinta prêmios literários.

Obras Publicadas

  •    Minha lira (Rio, 1957);
  •    Cantares (Rio, 1977);
  •    O grito submerso (Rio, 1980);
  •    Casulos do silêncio (Rio, 1982);
  •    Soberanas mitologias e A cidade do medo (Anaheim, CA, EUA, 1991);
  •    Luta a(r)mada (id., id., 1992);
  •    Flagrantes líricos (Buffton, OH, EUA, 1993);
  •    Pluricanto — trinta anos de poesia (Brasília, 1996);
  •    Canção ao Filho do homem (Rio, 1998 e 2000);
  •    Vozes de bichos (infanto-juvenil, Rio, 2000 e 2002);
  •    Tempo de ceifar (Brasília, 2002);
  •    A hora de Deus (Jaboatão-PE, 2002);
  •    50 poemas escolhidos pelo autor (Rio, 2003);
  •    Por que chora a chuva? (infanto-juvenil, Rio, 2005);
  •    Biografia da cidade (Brasília, 2005);
  •    Raízes do ser — poemas para Aimorés (Brasília, 2006);
  •    Antologia pessoal (Brasília, 2007);
  •    Memorial do sobrevivente (autobiografia e poemas, Rio, 2008);
  •    Mensagem no outono (Rio, 2009);
  •    O horizonte e as setas (contos, 1967);
  •    Caminhos do amor (contos, Rio, 1985);
  •    Entre os vivos e os mortos (romance, Rio, 1985);
  •    Arquitetura dos dias, (contos, 2004).

Fonte: Wikipédia (Clique aqui para ler texto original na fonte).