quarta-feira, 26 de julho de 2017

COMO FOI FUNDADA A UNIVERSIDADE DE STANFORD?


Teria surgido assim a universidade Stanford?


Malcolm Forbes conta que uma senhora e seu marido desceram do trem em Boston, EUA, e se dirigiram timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard. A mulher usava um vestido de algodão já desbotado e o homem trajava um velho terno feito a mão.  Eles não haviam marcado entrevista.  A secretária olhou-os num relance e logo pensou: - pobres, o que será que querem aqui?
–  Queremos falar com o presidente – disse o homem em voz baixa.
–  Ele vai estar ocupado o dia todo – respondeu a  secretária rispidamente.
E eles responderam:   – nós  vamos esperar.
A secretária os ignorou por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e fosse embora. Mas eles ficaram ali, e ela, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.
–  Se o senhor falar com eles apenas por alguns minutos, talvez resolvam ir embora – disse ela. O presidente suspirou com irritação, mas concordou. Com o rosto fechado foi até o casal.
–  Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano – disse a mulher. Ele amava Harvard. Mas, um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em honra a ele em algum lugar do campus.
–  Minha senhora   –  o presidente respondeu com rudeza –  não podemos erigir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu. Se o fizéssemos este lugar iria parecer um cemitério.
–  Oh, não! Respondeu a senhora, rapidamente   –  não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à universidade.
O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho terno do marido e exclamou:  
– Um edifício! Os senhores por acaso teriam  uma pálida ideia de quanto custa um edifício? Temos mais de 7,5 milhões de dólares em prédios aqui em Harvard.
A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:
–  Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não termos a nossa própria?
O marido concordou. O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso. Viajando para Palo Alto, na Califórnia, eles fundaram   ali a Universidade Stanford, em homenagem a seu filho, ex-aluno de Harvard.
Moral da história: não se deve julgar as pessoas pela aparência.

Fonte: Jornal GGN
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Nota: Confesso que fiquei emocionado quando assisti no WhatsApp ao vídeo onde Salomão Schvartzman narra o texto acima. Acontece que esse não é um fato real. Leia o que André Araújo comentou sobre isso:
"A história é muito bonita, mas ABSOLUTAMENTE FALSA, inverossímil e fora da realidade.
1. O filho único de Leland Stanford NUNCA foi aluno de universidade, morreu de TIFO com 16 anos em Florença na Itália, em 1884. Portanto essa história nunca existiu e Stanford nunca teve esse perfil de homem modesto e simples.
2. Quando Leland Stanford fundou a Universidade em 1885, um ano após a morte do filho, já tinha sido Governador da Califórnia 24 anos antes, em 1861 e Senador entre 1869 a 1877; era um homem imponente e nacionalmente conhecido.
3. Leland Stanford NUNCA foi um capiau mal vestido. Era um aristocrata, granfino e um dos homens mais poderosos dos EUA,  um dos quatro grandes barões ferroviários do país ao lado de Collins Huntington, Mark Hopkins e Charles Crocker, todos "águias" do mercado financeiro, temidos e com reputação de "barra pesada".
Jamais um homem como esse iria esperar horas para ser atendido pelo presidente de uma universidade.
A casa de Leland Stanford no Nob Hill, em San Francisco, era um palácio, era onde está o Hotel Renaissance. Aliás um dos corredores do grande lobby do hotel é todo ele dedicado a Leland Stanford, com fotos da mansão que estava naquele terreno, da família, etc. Stanford era também um dos maiores acionistas do Wells Fargo , hoje o maior banco dos EUA em valor de mercado. Deixou uma fortuna de US$ 50 milhões, equivalente hoje a US$ 12 bilhões.
Leland Stanford, através da ferrovia Southern Pacific, foi um dos empresários que fez a ligação continental dos EUA, com uma ligação ferroviária Costa a Costa, feito fundamental para o surgimentos dos EUA como potência.
Tampouco é crível que Malcoml Forbes tenha contado essa história absolutamente inverossímil. Aliás, um pequeno detalhe, em 1884, ano da morte de Leland Stanford Junior, não existiam secretárias mulheres; quem exercia essa função eram homens. O nome oficial da universidade é LELAND STANFORD JUNIOR UNIVERSITY. No terreno da universidade estão enterrados o casal Stanford e o filho.
É uma visita obrigatória para quem vai a San Francisco. O campus é muito bonito, a livraria espetacular, até vendem meus livros lá, uma grande quantidade de edifícios, loja de roupas, supermercado, farmácia e banco da universidade (Stanford Credit Union) que financia carros, imóveis, etc. O único problema é que é uma universidade cara."
Diante do exposto, aconselho que, por mais bonita e interessante que pareça uma história, sempre se busque saber se a mesma é verdadeira. Palestras motivacionais, por exemplo, estão cheias de contos inventados para estimular seus ouvintes e que acabam se propagando pela internet, enganando a muitos. 
  

APROVADA CARTEIRA DE HABILITAÇÃO NO CELULAR


Documento poderá ser apresentado em smartphones a partir de fevereiro próximo, diz Ministério das Cidades. Versão impressa continuará sendo emitida.

A Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) foi aprovada nesta terça-feira (25) pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o Ministério das Cidades, ela será uma versão do documento com o mesmo valor jurídico da CNH impressa e estará disponível a partir de fevereiro próximo.
Os motoristas poderão apresentar o documento de porte obrigatório tanto impresso quanto em formato digital, no smartphone.
O ministério afirma que há um conjunto de padrões técnicos para suportar um sistema criptográfico que assegura a validade do documento. A autenticidade da CNH digital poderá ser comprovada pela assinatura com certificado digital do emissor ou com a leitura de um QRCode.
Com esse dispositivo, os agentes de trânsito também poderão consultar os dados dos documentos por meio de um aplicativo de celular, que ainda está em fase de testes. O app fará a leitura do QRCode, como já é realizado com a CNH impressa.
O Contran ressalta que a CNH impressa continuará sendo emitida normalmente.
Como vai funcionar
Cadastro - O usuário realizará o cadastro no Portal de Serviço do Denatran e confirma seu email com o uso de certificado digital. Para isso, o acesso deve ser efetuado por um equipamento que permite o uso desse certificado; ou por meio do seu e-mail, no balcão do Detran.
Ativação do cadastro - Será enviado um link para o email informado. Em seguida, o motorista deverá realizar o login pelo aparelho onde deseja ter sua CNH digital.
Segurança - No primeiro acesso, será preciso criar um PIN (código) para armazenar os documentos com segurança. Será preciso inserir o PIN criado para poder visualizar os documentos.
Bloqueio - Caso necessite bloquear o aparelho para impedir o uso de sua conta e acesso aos seus documentos, o usuário deve acessar o Portal de serviços do Denatran com o certificado digital e solicitar o bloqueio.


terça-feira, 25 de julho de 2017

COMO SER GERENTE DE BANCO?

Foto: Reprodução/UOL Economia

A profissão de gerente de banco ainda é considerada como um símbolo de sucesso pessoal e profissional e muitos funcionários buscam saber como ser gerente de banco. Para alcançar está posição dentro de uma agência bancária, há diversos desafios e metas a serem cumpridas, além de muita dedicação,conhecimento e atitudes. 

COMO SER GERENTE DE BANCO?

Talvez esta é a pergunta de profissionais experientes que buscam ocupar a principal função dentro de uma agência bancária e de novatos que buscam receber suas primeiras promoções e sonham em um dia sentar na cadeira da pessoa mais importante da agência.

Mas por que você quer ser um gerente? Você sabe o que faz um gerente de banco? Então, primeiro vamos falar sobre a posição e função e como chegar lá.
Um gerente de banco é um executivo da empresa, que tem como obrigação, defender os interesses da empresa, sejam eles econômicos, políticos ou legais. O gerente de banco  não só coordena e lidera uma equipe, mas tem o papel de manter e difundir a boa imagem da instituição financeira onde trabalha diante ao público em geral. O gerente do banco deve ser o líder da equipe,motivando seus colaboradores para o  cumprimento das metas e missões da empresa.
Infelizmente,  muitos profissionais enxergam  apenas os benefícios do cargo gerencial, em vez dos desafios. Eles acreditam que a gestão é sinônimo de um salário diferenciado, status na sociedade,  vestuário, viagens, etc.
O critério para a escolha de um novo gerente  varia de empresa para empresa.Mas basicamente, há alguns padrões que são estabelecidos, como tempo de banco, atuação em diversas carteiras, credibilidade diante aos diretores, qualificações e certificações obrigatórias, bom relacionamento com pessoas e principalmente com clientes, além de ter postura ética, controle emocional, assumir responsabilidades e desafios.
Ser gerente é ser um administrador. Deve conhecer bem o negócio da empresa e seus processos, saber se comunicar, tomam decisões  e traçam estratégias para bater as metas da agência.
AS PRINCIPAIS DICAS DE COMO SER GERENTE DE BANCO
1- Faça uma escolha: Retaguarda ou comercial?
Se você é novato no banco ou já vem atuando a anos, acredito que esta é a principal dica que posso lhe dar para definir sua vida profissional dentro da instituição.
Mas se  você quer,realmente saber como ser gerente de banco, primeira coisa que  deve fazer é escolher qual área tem mais afinidade e  pretende atuar. Basicamente uma agência é dividida em área administrativa (ou retaguarda) e área comercial.
Na maioria das vezes as promoções para assumir a agência como gerente geral são  destinadas aos funcionários que atuam na área comercial como gerente de conta pessoa física ou jurídica. Então se você tem afinidade pela área comercial, escolha ela para seguir no banco.
2- Crie empatia com todos
Seja simpático com todas as pessoas dentro e fora do banco, valorize sua imagem e trabalhe bastante seu marketing pessoal. Pode parecer algo conceitual todas essas palavras e que muitas pessoas usam de forma errada, tornando-se falsas. Não adianta ser alguém que você não é, pois isso pode lhe prejudicar no futuro.
Quando digo para ser simpático não é pra fingir, e sim pra ser verdadeiro mas acima de tudo cordial o máximo possível. Eu sei que tem momentos que há pessoas que estressam o nosso trabalho, principalmente cliente que não tem o mínimo de educação e as vezes reclamam de tudo… Nessas situações, controle o seu emocional e nunca discuta com cliente, mesmo você estando certo, mostre a ele que está tentando ajudar. E  se mesmo assim ele continuar lhe deixando fora do controle, chame uma pessoa mais experiente ou até mesmo o gerente para contornar a situação.
Lembre-se que este cliente pode ser crucial para sua promoção, pois ele pode ligar para a ouvidoria e deixar um histórico negativo no seu cadastro funcional. Mas assim como tem cliente que podem lhe prejudicar, muitos irão contribuir para você ser bem visto diante aos gerentes e diretores do bancos.
Se você é simpático, controla suas emoções em momento de crise e é carismático como todos independente da faixa salarial de cada um, com certeza será bem visto na hora de disputar uma promoção.
3- Qualificações e Certificações
Todos  já sabem que a principal exigência para entrar no banco é ter uma graduação superior ou pelo menos está cursando os últimos semestre da faculdade. Áreas com contabilidade, economia e Administração de empresas  são geralmente as preferidas das instituições financeiras, mas não significa que pessoas com outros cursos serão eliminadas na hora da seleção para vaga pretendida.
Bom, mas o que muita gente não sabe é que há qualificações e certificações que são fundamentais para o crescimento dentro do banco. Algumas delas são obrigatórias para ocupar determinados cargos. (CLIQUE AQUI para continuar lendo...). 


segunda-feira, 24 de julho de 2017

A EXCELÊNCIA DO MÉTODO CANÔNICO



Por Pr. *Claudionor de Andrade


INTRODUÇÃO

Certa vez, ao tentar recompor uma propositura teológica, vi-me constrangido a resolver uma questão crucial e um tanto incômoda: Que método hermenêutico devo adotar? Eu poderia ter optado pelo método liberal: o histórico-crítico. Ou prosseguir com o preferido por boa parte dos fundamentalistas: o histórico-gramatical. Mas tais opções apresentavam alguns problemas e várias inconsistências. Decidi, então, elaborar uma metodologia que me conduzisse à Bíblia Sagrada, reconsagrando-a como a inspirada, inerrante e completa Palavra de Deus, pois, somente assim, teria condições hermenêuticas e teológicas de alcançar a meta que eu delineara ao esboçar aquela obra.

O método que, aqui, exponho e que, a partir deste instante, passo a chamar de canônico, é alicerçado em cinco pressupostos: o fideísta, o linguístico, o histórico, o soteriológico e o edificativo. A estas alturas, a questão já é imperiosa: por que a metodologia é imprescindível ao labor teológico?
 
I. A IMPORTÂNCIA DO MÉTODO

Embora o método não seja um fim em si mesmo, não podemos ignorá-lo no labor teológico. Sem uma metodologia bíblica confiável e fundamentada na genuína fé cristã, jamais viremos a compreender as verdades que o Pai Celeste revela-nos em sua Palavra. 

1. Definição de método. O étimo da palavra método provém do grego e significa meio, ou caminho, que se usa para se chegar a determinado fim. Nesse sentido, o método é o processo que, conduzido logicamente, tem por objetivo orientar a pesquisa de um tema quer científico quer filosófico ou teológico.

2. Método hermenêutico-teológico. Enaltecida como ciência divina, a Teologia não dispensa as ferramentas da razão, embora esteja muito acima desta. Doutra forma, não poderia sistematizar, com eficiência, as verdades referentes ao Verdadeiro e Único Deus expostas na alma humana, no mundo natural, na História e, principalmente, na Bíblia Sagrada. Na verdade, os instrumentos da razão não pertencem rigorosamente à Filosofia; sempre estiveram em nosso espírito. O próprio Deus insta seus filhos a arrazoarem com Ele (Is 1.18). Conclui-se que o Criador é um Ser logicamente plausível.

No Areópago de Atenas, Paulo fez uso da filosofia grega a fim de expor aos estoicos e epicureus duas coisas: a inutilidade dessa mesma filosofia e a eficácia do Evangelho (At 17.16-31). Em sua apologia, o apóstolo foi mais eloquente que Péricles, mais inquiridor que Sócrates, mais lógico que Aristóteles e muito mais sublime que Platão. Se por um lado, não converteu os filósofos ali reunidos; por outro, constrangeu-os a se calarem. Mas nem por isso deixou de ser evangélico e soteriológico; levou Dâmares, Dionísio e outros ouvintes aos pés de Jesus (At 17:34). 

3. O método canônico. O método canônico pode ser descrito como a exegese, que, partindo do Cânon Sagrado, interpreta este mesmo Cânon com os recursos daí advindos. Em palavras mais simples, a Bíblia Sagrada possui recursos suficientes para interpretar a si mesma. Firmado nessa pressuposição áurea, provarei, ao longo desta obra, que a Palavra de Deus não depende das ciências humanas para falar ao nosso coração. Isso não significa que desprezaremos a concorrência da história, da arqueologia e da linguística. Tais recursos terão a sua vez. No entanto, comportar-se-ão como auxiliares submissos e dóceis da Teologia.

Achei por bem chamar de canônico a este método, porque todos os instrumentos de que necessito para interpretar as narrativas e proposições sagradas encontram-se no cânon da própria Bíblia. Tal procedimento, usado pelos apóstolos para interpretar cristologicamente os profetas, fora utilizado originalmente por estes a fim de virem a entender, com base nos escritos de seus predecessores, os sinais dos tempos. Haja vista Daniel. Indagando a sorte dos judeus exilados em Babilônia, ele só logrou compreender o mistério das Setenta Semanas, após debruçar-se sobre os escritos de Jeremias (Dn 9:1,2). 

Se lermos atentamente o Salmo 119, constataremos que Davi, ao servir-se do método canônico, veio a conhecer em sua essência o espírito da Lei que o Senhor entregara a Moisés. Já os escribas e fariseus, por outro lado, entorpecidos pelo magistério dos anciãos, foram incapazes de ver, no Antigo Testamento, a chegada do Novo. Ainda hoje, quando os judeus põem-se a ler a Lei, os Profetas e os Escritos veem-se toldados pelo véu de sua hermenêutica viciada pela incredulidade (2 Co 3:15,16). No desprezo pelo método canônico, são incapazes de contemplar a Jesus nas Escrituras que têm em mãos (Rm 10:8-13). E, ainda que haja eruditos competentes entre eles, não conseguem desenvolver uma cristologia mínima. Como podem ler o capítulo 53 de Isaías e não contemplar, ali, o Cristo ferido e humilhado de Deus? 

Vejamos, a seguir, os pressupostos básicos do método canônico. Tais pressupostos, aliás, não são ignorados apenas pela comunidade hermenêutica de Israel; ignoram-nos, igualmente, a academia teológica cristã pós-moderna. 

II. O PRESSUPOSTO FIDEÍSTA

Sem fé, não podemos dialogar com os autores da Bíblia Sagrada; diante de seus escritos, não há alternativas intermediárias. Ou cremos que Deus os inspirou, ou neles desacreditamos de vez. A experiência mostra-nos que ninguém, ao abrir as Escrituras, queda-se indiferente e apático. Desse encontro, sairemos crentes, amando o Senhor acima de todas as coisas, ou, incrédulos, negando-lhe sistematicamente a existência e a obra.

A Bíblia requer de cada um de seus leitores, intérpretes e expoentes decisões radicais e, às vezes, sacrifícios supremos. Ela tem autoridade, inclusive, para constranger-nos à morte em defesa da santíssima fé (Jd 1.20). Não bastasse tal perspectiva, encoraja-nos ainda a não amarmos a própria vida (Ap 12.11). Ora, só o Altíssimo pode exigir-nos tais oferendas. Por esse motivo, temos de acreditar, sem hesitação, serem o Antigo e o Novo Testamento a Palavra de Deus. Caso contrário, não nos aventuraremos a morrer por seus ensinos.

Do que acima dissemos, logo concluímos: somente homens inspirados por Deus teriam condições de instar-nos a semelhantes despojamentos, pois eles próprios, convictos de sua chamada, imolaram-se no altar do serviço divino (Hb 11.35-40). Portanto, a Bíblia Sagrada tem de ser, necessariamente, a inspirada, a inerrante e a completa Palavra de Deus. Que ela, pois, seja aceita, obedecida e interpretada fideisticamente. Este é o pressuposto fundamental do método canônico de interpretação das Escrituras.

1. O fideísmo hermenêutico. O fideísmo hermenêutico não abomina a razão, nem repele os instrumentos que ela oferece. Ao invés de desprezá-la como lacaia, ou adorá-la como deusa suprema, os exegetas canônicos sabem como pô-la no lugar mais apropriado. Sendo assim, não a olhemos como a lacaia desprezível, nem como a deusa absoluta e voluntariosa. Vejamo-la tão somente como a criada submissa e dócil, cuja missão é auxiliar-nos a sistematizar os oráculos e doutrinas que nos entesouraram os profetas e apóstolos.

Através desse método, adentremos a Bíblia Sagrada, acreditando amorosa e piedosamente que ela é, de fato, a Palavra de Deus. Se para chegarmos ao seu Autor temos de crer que Ele existe, outra atitude não devemos ostentar em relação ao seu Livro (Hb 1.6). Portanto, se não estivermos certos de que os santos profetas hebreus e os apóstolos de Jesus Cristo falaram inspirados pelo Espírito Santo, jamais agradaremos a Deus, pois tanto estes como aqueles transmitiram-nos, fidedignamente, os arcanos divinos (2 Pe 1.20,21).

Dois personagens bíblicos exemplificam de que maneira devemos apresentar-nos perante a Palavra de Deus. Um é positivo. O outro, além de negativo, é irreverente e cruel. Se um é fideísta, o outro é contrário a fé e inimigo declarado de Jeová. 

No capítulo 36 de Jeremias, espantamo-nos com a atitude de Jeoaquim diante das Escrituras Sagradas. Ao ouvir a leitura das advertências, denúncias e lamentações do profeta Jeremias, o rei de Judá deixou-se tomar por uma ira que ia além da irracionalidade. E, agora, já tomado pela loucura, arrebata o rolo sagrado às mãos de Jeudi, um de seus cortesãos mais próximos, corta-o com o canivete de escrivão, e lança-o ao braseiro (Jr 36.20-27). 

Essa é a atitude dos que, embora próximos à Palavra de Deus, acham-se distanciados do Deus da Palavra. Desprezando-a, arrebatam-na como propriedade sua. E, manipulando o canivete de uma hermenêutica diabolicamente crítica e pretensamente histórica, põem-se a retalhar os oráculos divinos. Aqui, cortam as promessas; ali, recortam as admoestações. Mais adiante, fatiam as advertências quanto à santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Não satisfeitos, ainda sulcam os sinais que anunciam a volta de Nosso Senhor. 

O canivete do liberalismo teológico nunca esteve tão afiado. Nestes dois mil anos de peregrinação da Igreja, muitos são os hermeneutas e exegetas, que, zombando de Deus, fracionam-lhe a Palavra. E, da cumeeira de suas inquisições e saberes, lançam-na ao fogo de academias ímpias e custodiadas por Satanás.  

Deixemos, porém, o exemplo do rei de Judá, e concentremo-nos na atitude do Rei dos Judeus e de todos os gentios. 

Já exposto à tentação no deserto, o Senhor Jesus dá início ao seu ministério com um sermão na sinagoga de Nazaré, cidade onde fora criado. Num gesto litúrgico, põe-se de pé a fim de ler a Escritura Sagrada. Providencialmente, o guardião do culto entregara-lhe o rolo, no qual se achava o profeta Isaías. Mesmo antes de proferir qualquer elocução, todos ali veem, até mesmo os que se recusam a ver, que, naquele instante, o Verbo conjuga-se com a Palavra (Lc 4.16,17).

Pausado e solene, o Senhor lê os versículos iniciais do capítulo 61 de Isaías. Antes mesmo da exegese do texto, todos já sabem estar perante uma profecia messiânica. Mudo, o Filho demonstra, eloquentemente, proceder do Pai. E, assim, declara o que cada um já sabia. Jesus, pela Palavra, revela a Palavra de Deus, porquanto é a própria Palavra de Deus.

Ao ler a Escritura, Jesus sabia que o profeta falara inspirado pelo Espírito Santo. A partir dessa convicção, o método canônico, fluída e docemente, encarrega-se de revelar o real significado do texto. Ele faz uma exegese viva do oráculo que o seu próprio Espírito inspirara (1Pe 1.10,11). Quanto a nós, se de fato somos imitadores de Cristo, aproximemo-nos da Bíblia Sagrada com igual certeza.  

Antes de o Verbo ir à Palavra, em Nazaré, teve de enfrentar o tentador, que, afeito ao deserto e à mentira, manipulou com expressiva magia o método histórico-crítico. Num primeiro momento, o Diabo induz o Filho de Deus a descrer da própria filiação divina. Na instância seguinte, força-o a abdicar-se de seu trono milenário, para adorá-lo como o deus deste século. Mas Jesus, interpretando canonicamente a Escritura, rebateu, com a Escritura, o mau uso que o Diabo fazia da mesma Escritura. Temos, aí, um dos mais memoráveis embates entre o método canônico e o pós-moderno.

Só utilizará com eficácia o método canônico quem acredita ser a Bíblia Sagrada a inspirada, a inerrante e a completa Palavra de Deus. Se este é o seu caso, ouse declarar como o apóstolo Paulo: “Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso falei. Também nós cremos; por isso, também falamos” (2 Co 4.13).


III. O PRESSUPOSTO LINGUÍSTICO

Minha primeira Bíblia, ganhei-a de meu saudoso pai. Recoberta de um couro forte e luzidio, que a protegia dos ímpetos e desleixos de um adolescente de 14 anos, era um presente belo e não muito barato para aqueles dias. De imediato, pus-me a lê-la; diversas vezes eu a li. Até em voz alta eu a li. Sua linguagem clássica e preciosa não me assustou. Aqui, deparava-me com uma palavra difícil; ali, com um termo ainda peregrino. Mas não me demorei a adaptar-me à belíssima tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada.

Não sei quantas vezes li aquela Bíblia. Em suas páginas, hoje amarelecidas e algumas já rotas, sentava-me aos pés dos santos profetas e dos apóstolos de Jesus Cristo. E, apesar da sublimidade de seus ensinamentos, jamais deixei de compreender o que Deus, pela inspiração do Espírito Santo, revelara-lhes. Por isso, hoje, todas as vezes que abro minhas Bíblias, quer no vernáculo quer noutras línguas, parto deste pressuposto: Deus fala aos seus filhos numa linguagem que lhes é comum, franca e perfeitamente compreensível. Essa acomodação do Pai Celeste às nossas limitações realça-lhe ainda mais o amor.

1. O pressuposto linguístico. O segundo pressuposto do método canônico é, para o crente fiel, algo que beira à obviedade: Deus, o real autor da Bíblia Sagrada, revela-nos a sua Palavra em nossa própria linguagem. Aliás, a língua que hoje falamos, em que pese a confusão de Babel, com Ele aprendemos. Não diz Moisés, em Gêneses, que o Senhor, sempre à tardinha, descia ao Éden para conversar com o seu jardineiro? (Gn 3.8). A comunicação entre o Criador e a criatura era aberta e sem ruídos. Até mesmo o homicida Caim era capaz de discernir a voz do Juiz de toda a Terra (Gn 4.6-14).

Ao enviar Ezequiel a protestar contra as apostasias da Casa de Judá, o Senhor foi-lhe energicamente claro: “Pois tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel; nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos” (Ez 3.5,6). De fato, os judeus não demoraram a entender que, apesar da linguagem humana, era o próprio Deus quem lhes falava. E, não obstante os símbolos apocalípticos, eles logo vieram a compreender a gravidade das advertências de Jeová.

Ao escrever aos coríntios, sempre tão exigentes e intolerantes, Paulo afiança-lhes que, embora inspirado pelo Espírito Santo, não usava palavras que lhes fossem desconhecidas: “Porque nenhuma outra coisa vos escrevemos, além das que ledes e bem compreendeis; e espero que o compreendereis de todo” (2 Co 1.13). De fato, em suas cartas, havia algumas coisas difíceis de entender. Todavia, o apóstolo jamais deixou de escrever no vernáculo de seus leitores imediatos; nenhum vocábulo angélico utilizava. Os que as torciam, pretextando dificuldades hermenêuticas, foram duramente censurados por Pedro (2 Pe 3:15). A mensagem divina, portanto, ainda que à primeira vista pareça-nos ininteligível, sempre nos virá numa linguagem humana. Afinal, o Pai Celeste, no Filho, fez-se Emanuel para revelar-nos os mistérios e as belezas do Evangelho.

2. Deus, o comunicador por excelência. Deus fala-nos por intermédio da natureza, da consciência e da História. E, através de sua Palavra, transmite-nos plenamente a sua boa e perfeita vontade. A comunicação é inerente à sua natureza. Ele é um ser autorrevelativo. Por isso, confiou-nos a Bíblia Sagrada. Ao lê-la, convencemo-nos de que tudo quanto nela foi escrito, para a nossa redenção o foi (Rm 15.4). Em suas narrativas e proposições, ouvimos-lhe claramente a voz, intimando-nos a uma doce e indelével comunhão.

A bem da verdade, nem de hermenêutica formal carecemos, pois o Espírito Santo, sendo o real intérprete da Bíblia, leva-nos a entendê-la perfeitamente (Jo 14.25). É claro que não devemos desprezar os que nos interpretam a Palavra, pois, na jornada para o céu, sempre precisaremos, aqui na terra, de um exegeta como Filipe a fim de explicar-nos o que não lograrmos entender (At 8.30). Além do mais, o próprio Deus instituiu o ministério Cristão, visando o nosso aperfeiçoamento hermenêutico (Ef 4.11-13). Sob a luz do Consolador, jamais nos faltará a luz verdadeira.

3. O Evangelho em todas as línguas. Constrangido pela sedição dos filhos de Noé a confundir-lhes a língua, em Sinear, o amoroso Senhor nem por isso abandonou-os (Gn 11.1-9). E, agora, mesmo espalhando-os pelos continentes e ilhas de um mundo vasto e ainda ignoto, jamais deixou de visitá-los em suas etnias, culturas e idiomas. No Dia de Pentecostes, demonstrando mais uma vez a sua graça, reverte a confusão de Babel, e fala à multidão de nações representadas em Jerusalém através das línguas que repartira entre os apóstolos e discípulos de Cristo (At 2.1-11).

Se Deus confundiu-nos a linguagem em Babel, não nos deixou confusos em Jerusalém. Falando as línguas mais longínquas, reuniu, num só corpo, os estrangeiros que, em Sinear, dispersara. De tal modo Ele nos comunicou a mensagem evangélica que, hoje, embora provenientes dos países mais longínquos e das culturas mais distantes e diversas, todos sentimo-nos irmãos, pois como irmãos fomos batizados no corpo de Cristo (Gl 3.27,28).

A fim de não alijar nenhum grupo linguístico, ou dialetal, o Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que, indo por todo mundo, pregassem o Evangelho a toda a criatura (Mt 28.19,20). Tal ordenança começou a ser cumprida a partir de Jerusalém, em aramaico. Em seguida, os discípulos alcançaram Antioquia, em grego, e, depois, Roma, em latim. Até os bárbaros da perdida Malta ouviram falar de Cristo em seu próprio dialeto. Quanto a nós, a verdade divina nos é comunicada ao coração num português compreensível, simples e belo.

Conclui-se, pois, que Deus, através da Bíblia Sagrada, comunica-nos uma mensagem clara, direta e eficazmente redentora. A partir deste pressuposto, aproximemo-nos de sua Palavra, acreditando que, lendo-a, conheceremos a intervenção do Pai Celeste em cada etapa da História. 

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Claudionor de Andrade Claudionor de Andrade é Consultor Teológico da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, teólogo, conferencista, Comentarista das Revistas Lições Bíblicas da CPAD e autor dos livros “As Verdades Centrais da Fé Cristã”, “Manual do Conselheiro Cristão”, “Teologia da Educação Cristã”, “Manual do Superintendente da Escola Dominical”, “Dicionário Teológico”, “As Disciplinas da Vida Cristã”, “Jeremias – O Profeta da Esperança”, “Geografia Bíblica”, “História de Jerusalém”, “Fundamentos Bíblicos de um Autêntico Avivamento”, “Merecem Confiança as Profecias?”, “Comentário Bíblico de Judas”, “Dicionário Bíblico das Profecias” e “Comentário Bíblico de Jó”, dentre outros títulos da CPAD.


Fonte: CPADNews


HOMEM COM APARÊNCIA DE FOGO LIVRA JOVEM DE ESTUPRADORES


Criada no sul da Ásia em uma família da casta sacerdotal hinduísta, Phoebe teve a vida transformada por Cristo depois de ser evangelizada na universidade por uma amiga, que é filha de missionários da organização Bibles For Mideast.
Phoebe entregou sua vida a Jesus após sonhar com um homem que a convidava para segui-lo. Depois de ler a Bíblia e receber explicações de sua amiga, ela teve a certeza de que havia tido uma experiência sobrenatural com o Filho de Deus.
Depois que os exames universitários foram concluídos, a jovem foi contratada por uma empresa onde conheceu Jawad, um jovem muçulmano que pediu Phoebe em casamento. No entanto, sua real intenção era atraí-la para o islamismo.
Em vez disso, Phoebe compartilhou sua nova fé com Jawad, o deixando profundamente irritado. Ele ficou ainda mais furioso depois que a jovem se recusou ter um compromisso amoroso com ele.
Certo dia, Jawad e alguns amigos atacaram Phoebe na volta do trabalho e tentaram estuprá-la. Ela gritou o mais alto que podia e clamou por Jesus, segundo relato do pastor Peter Haneef, da Igreja Assembleia de Deus Amoroso, na qual a jovem faz parte.
“Imediatamente, um homem com aparência de fogo apareceu em frente a todos eles e resgatou Phoebe. O calor do homem era tão forte que as roupas dos agressores ficaram praticamente queimadas. Eles fugiram quase nus. Phoebe acredita firmemente que Jesus a salvou”, relata Haneef.
Depois de viver um livramento sobrenatural, Phoebe sentiu Deus falando a seu coração. “Não tenha medo. Você é minha filha querida. As montanhas podem tremer e as colinas podem cair, mas meu amor por você não vai falhar ou ser abalado”.
Phoebe sentiu a presença de Jesus até ela voltar para sua casa. Quando contou à sua família o que tinha acontecido, eles ficaram impactados e se entregaram a Cristo. Hoje, todos frequentam a igreja.

Fonte: CPADNews

domingo, 23 de julho de 2017

PROJETO DE LEI QUER ACABAR COM O DINHEIRO DE PAPEL


Por *Paulo Higa

Boa parte das transações que fazemos no dia a dia já não envolve mais dinheiro em espécie, mas um projeto de lei quer ir além: ele “extingue a produção, circulação e uso do dinheiro em espécie, e determina que as transações financeiras se realizem apenas através do sistema digital”.

O projeto de lei 48/2015, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), determina que a utilização de dinheiro em espécie para transações financeiras seja proibida, permitindo a posse de cédulas apenas “para fins de registro histórico”. Além disso, o texto proíbe que os bancos cobrem uma taxa para transações por meio de débito.

Na justificativa, o deputado defende que “a tecnologia proporciona todas as condições para que pagamentos, inclusive de pequenos valores, possam ser feitas sem a necessidade de se portar dinheiro em espécie” e que alguns países já caminham para extinguir as cédulas, como Noruega e Suécia, onde apenas 4% das transações seriam feitas com dinheiro em papel.

Segundo o deputado, uma vez que “toda transação financeira poderá ser rastreada”, a sonegação fiscal e os gastos com emissão ou transporte de moeda deixariam de existir. Além disso, sem cédulas em circulação, “eliminaríamos práticas de crimes como assaltos a bancos, arrombamentos de caixas eletrônicos, assaltos a postos de gasolina, sequestros, saidinhas de banco e violência em geral”.

O texto foi apresentado em fevereiro de 2015, mas voltou ao noticiário porque a Comissão de Defesa do Consumidor promove nesta terça-feira (11) uma audiência pública para discutir a proposta. O ministro da Fazenda, Henrique Meireles; o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim; e outras pessoas ligadas ao sistema financeiro foram convidadas.

Será que isso está muito longe de virar realidade?

*Paulo Higa é estudante de Jornalismo e mora em São Paulo.


Fonte: Tecnoblog

sábado, 22 de julho de 2017

LEÃO MATA HOMEM QUE DESOBEDECEU ÀS ORDENS DE DEUS

Foto: Reprodução/O Globo 

Um filho que desobedece aos pais pode sofrer sanções como, por exemplo, a proibição de sair de casa para brincar com os amiguinhos ou de ter acesso ao tão querido videogame. Contudo, essas consequências, embora desagradáveis, são suportáveis e duram um curto período de tempo. De qualquer forma, desobedecer não é uma boa opção, principalmente quando a punição é severa.

Quem gosta de pagar multa? Por mais que um motorista seja negligente e/ou imprudente, ele sempre se irrita quando é multado. Isso porque a punição machuca. Aliás, não apenas machuca, mas pode até resultar em morte, a exemplo do que ocorreu com os brasileiros Rodrigo Gularte e Marco Archer, executados em 2015 na Indonésia por tráfico de drogas.

Desobedecer aos pais, aos professores, às normas e leis de uma empresa, município, estado ou nação, acarretará em sanções proporcionais à gravidade dos fatos. E o que dizer da desobediência às ordens e mandamentos de Deus? O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Gálatas, nos dá uma ideia: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará." (Gl 6.7) — quem desobedece sofrerá, de uma forma ou de outra, as consequências da desobediência.

Lembremos que foi a desobediência de Adão que fez com que a  morte entrasse no mundo. Deus, após criar o homem, o pôs no jardim do Éden e ordenou, dizendo: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gn 2.7-16,17). A morte aqui, além de física é, também, espiritual, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Rm 3.23). Sim, todos pecaram, tendo em vista que a humanidade estava em Adão e por ele estava representada. Como isso se explica? Bem, isso é assunto para uma outra postagem. No momento, vamos saber que negócio é esse de um leão ter matado um homem que desobedeceu às ordens de Deus.

A Bíblia nos conta a história de um profeta que desobedeceu às ordens de Deus após ter dado ouvidos para a conversa de um "profeta velho". Era um homem de Deus, que recebeu uma ordem direta do SENHOR (1 Reis 13.1), mas que deu crédito à mentira, pagando com a própria vida pelo erro cometido. Vejamos conforme está registrado na Sagrada Escritura em 1 Reis 13.1-30:

1E eis que, por ordem do SENHOR, um homem de Deus veio de Judá a Betel; e Jereboão estava junto ao altar, para queimar incenso. 2E clamou contra o altar com a palavra do SENHOR e disse: Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam  sobre ti incenso, e os ossos de homens se queimarão sobre ti. 3E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o SENHOR falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza que nele está se derramará.

4Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus que clamara contra o altar de Betel, Jereboão estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Pegai nele. Mas a mão que estendera contra ele se secou, e não a podia tornar a trazer a si. 5E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara pela palavra do SENHOR. 6Então, respondeu o rei  e disse ao homem de Deus: Ora à face do SENHOR, teu Deus, e roga por mim, para que a minha mão se me restitua. Então, o homem de Deus orou à face do SENHOR, e a mão do rei se restituiu e ficou como dantes. 7E o rei disse ao homem de Deus: Vem comigo à minha casa e conforta-te; e dar-te-ei um presente. 8Porém o homem de Deus disse ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar. 9Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água e não voltarás pelo caminho por onde foste. 10E foi-se por outro caminho por onde viera a Betel.

11E morava em Betel um profeta velho; e vieram seus filhos e contaram-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel e as palavras que dissera ao rei. 12E disse-lhes seu pai: Por que caminho se foi? E viram seus filhos o caminho  por onde fora o homem de Deus que viera de Judá. 13Então, disse a seus filhos: Albardai-me um jumento. E albardaram-lhe o jumento, e o montou. 14E foi-se após o homem de Deus, e o achou assentado debaixo de um carvalho, e disse-lhe: És tu o homem de Deus que veio de Judá? E ele disse: Eu sou. 15Então, lhe disse: Vem comigo à minha casa e come pão. 16Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; nem tampouco comerei pão, nem beberei contigo água neste lugar. 17Porque me foi mandado pela palavra do SENHOR: Ali, nem comerás pão, nem beberás água, nem tornarás a ir pelo caminho por que foste. 18E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe). 19E voltou ele, e comeu pão e bebeu água.

20E sucedeu que, estando eles à mesa, a palavra do SENHOR veio ao profeta que o tinha feito voltar. 21E clamou ao homem de Deus que viera de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR: Visto que foste rebelde à boca do SENHOR e não guardaste o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te mandara; 22antes, voltaste, e comeste pão, e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comerás pão, nem beberás água, o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.

23E sucedeu que, depois que comeu pão e depois que bebeu água,, albardou ele o jumento para o profeta que fizera voltar. 24Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou; e o seu cadáver estava lançado no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e o leão estava junto ao cadáver. 25E eis que os homens passaram, eviram o corpo lançado no caminho, como também o leão que estava junto ao corpo, e vieram, e o disseram na cidade onde o profeta velho habitava. 26E, ouvido-o o profeta que o fizera voltar do caminho, disse: É o homem de Deus que foi rebelde à boca do SENHOR; por isso, o SENHOR o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o SENHOR lhe tinha dito. 27Então, disse a seus filhos: Albardai-me o jumento. Eles o albardaram. 28Então, foi e achou o seu cadáver lançado no caminho, e o jumento, e o leão, que estavam parados junto ao cadáver; leão não tinha devorado o corpo, nem tinha despedaçado o jumento. 29Então, o profeta levantou o cadáver do homem de Deus, e pô-lo em cima do jumento, e o tornou a levar; assim veio o profeta velho à cidade, para o chorar e enterrar. 30E colocou o seu cadáver no seu próprio sepulcro; e prantearam-no, dizendo: Ah! Irmão meu!

É claro que o que aconteceu com o homem de Deus não ocorre com frequência. Mesmo na Bíblia, temos poucos exemplos de um juízo divino imediato. Geralmente, o SENHOR dá tempo para que o infrator se arrependa dos seus atos de desobediência, pois Ele é tardio em se irar e grande em benignidade (Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13). Exemplos como o de Nadabe e Abiú (Lv 10.1,2), do homem de Deus (1 Rs 13.1-30) e de Ananias e Safira (At 5.1-10) são raros. Mas, mesmo assim, devemos permanecer vigilantes, pois a justiça de Deus não falha e o Seu juízo um dia vem.

P.S.: A primeira imagem desta postagem mostra um homem em um Zoológico no Chile, em maio de 2016. Trata-se de Franco Luis Ferrada Román, 20 anos. O jovem tirou a roupa, entrou no recinto dos leões e passou a instigar os animais. Antes de realizar o ato insano, ele escreveu uma carta onde se intitula profeta e diz que o Apocalipse havia chegado e que Deus iria protegê-lo. Dois animais foram abatidos a tiros por uma equipe do zoológico. O jovem foi socorrido em estado grave.
   

PASTOR HAFNER